9 de janeiro de 2015

Um livro que me tocou " A Menina Que Roubava Livros"

em 9 de janeiro de 2015

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Foto: Alanna Lima


Olá meus amores, hoje vou falar de um livro que eu amo, tocante é uma frase que não consegue nem de longe expressar a grandiosidade dessa obra, chega até me faltar adjetivos para o livro. Como conheci essa magnitude de obra?!
Em andanças pelo shopping, eu vi esse livro na vitrine de uma loja literária. Lembro-me que na época ainda não era tão apegada a leitura, aliás desenvolvi esse apego tardiamente bem depois de ter terminado o ensino médio.
Comecei a ler uns livros emprestados, no tempo não tinha condições suficiente para comprar livros, nem sabia por onde começar. Hoje tenho minha pequena "biblioteca". Que felicidade :)
"A Menina Que Roubava Livros", trata de palavras e de como ela tem importância na nossa vida para moldar um mundo que na realidade não vivemos. O nazismo hoje em dia é um tema tão recorrente, uma organização tão nefasta que segredos sempre virão à tona e que o cabeça Hitler é uma figura tanto quanto enigmática quanto desprezível.


Depois da leitura, entre sentimentos, amizade e dureza do nazismo contada mais uma vez, ela me recomendou fortemente a fazer o mesmo, e cá estou eu aqui agora. Não sei se a falta de expectativas acabou por causar uma impressão tão boa e afetuosa com o livro. A história de Liesel Meminger, seus pais adotivos, seus amigos, sua paixão pela leitura e a tristeza do nazismo me cativaram como em poucas vezes pude sentir."A Menina Que Roubava Livros" não é um romance sobre o nazismo, isso é apenas um chamariz, é um romance sobre as palavras e a quantidade de poder que elas tem de mudar uma realidade. Hitler as usou para exaltar sua raça e oprimir um povo, Liesel as usou como refúgio. Lidando com a perda desde muito cedo, ela tinha em seu "Manual do Coveiro" a única relação com seu passado, e nos livros roubados em seguida, a única relação que verdadeiramente conseguia melhorar não só o seu poder de lidar com todo o sofrimento, mas algo que aplacava o sofrimento de seu pai e Max. Após viver a história, se passa a entender perfeitamente a frase da contra-capa: "Quando a morte conta uma história você tem que parar pra ouvi-la". Não é um livro macabro, ledo engano quem comprou por isso. Mais do que a Liesel Meminger, a atenção daqui vai pra Dona Morte, esse livro é seu diário, Em seu trabalho árduo ela dizia: "Dizem que a guerra é a melhor amiga da morte, mas devo oferecer-lhe um ponto de vista diferente a esse respeito. Pra mim, a guerra é como aquele novo chefe que espera o impossível. Olha por cima do ombro da gente e repete sem parar a mesma coisa: Apronte logo isso, apronte logo isso. E aí a gente aumenta o trabalho. Faz o que tem que ser feito. Mas o chefe não agradece. Pede mais.Contado com ternura e suavidade, entre pequenas alegrias e grandes tristezas, utilizando da forma mais tocante as agruras da Guerra, temos uma história contada sem ordem definida. Antes o final sabemos quem vai morrer. Impecável, Markus Zusak soube mexer com os sentimentos mais profundos do leitor, e suficientemente para que esse leitor tenha esse livro com o mesmo carinho que Liesel tinha com os seus.
Fica como dica para quem não leu ainda, "A Menina Que Rouba Livros" é uma boa escolha para quem procura algo diferente para ler.

Até à próxima!
Beijos!!!
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